quinta-feira, 27 de maio de 2010

O DESAFIO: A CONSTRUÇÃO DA OBRA Nº 153, O FORTE DA QUINTA DO HESPANHOL

A iniciativa de recriar um forte das Linhas de Torres é acima de tudo um apaixonante reencontro com o passado.

A construção da obra nº 153, o Forte da Quinta do Hespanhol, resulta da vontade de fundar um local onde se alia a investigação histórica e a recriação do período de 1809-1810. Aqui pretendemos reviver a história, experimentar a vida quotidiana aquando da 3ª invasão Francesa e entender a operacionalidade militar de um dos fortes das Linhas de Torres. Recriou-se uma Bateria para 3 peças de artilharia e um Forte munido por uma guarnição de 250 homens, com 6 canhoneiras e 6 peças de artilharia. Conjuntamente foram construídos os obstáculos que defendiam individualmente estas posições: abatizes, covas de lobo, fosso e palissadas.

Tudo foi construído de raiz, onde não existira qualquer fortificação, mas, onde se conseguiram encontrar todos os requisitos de importância estratégica que levaram à construção de qualquer um dos 152 originais. Temos a defender um vale que facilmente seria explorado pelo inimigo, um cruzamento de estradas (Runa-Carreiras-Carvoeira) que daria acesso ao eixo Torres Vedras - Alenquer, um monte com a altitude correcta e com o “comandamento” da envolvente. Empregámos tanto quanto possível todo o conhecimento que nos foi legado pelos engenheiros militares ingleses e portugueses. As nossas fontes foram essenciais para a correcta reconstrução e o rigor histórico.

A informação foi recolhida nas publicações do Tenente-coronel John Thomas Jones e nas cartas trocadas com o Tenente-coronel Richard Fletcher; nas memórias e diários do engenheiro militar Rice Jones, do Coronel Delagrave, Jac Weller, Jean Jacques Pelet-Clozeau; estudaram-se e confrontaram-se os trabalhos dos investigadores e historiadores Donald Horward, Charles Oman, Norris & Bremner, John Greham, Ian Fletcher; nos engenheiros militares portugueses Brigadeiro José Maria das Neves Costa, Brandão de Sousa, Cunha D’ Eça, Tenente-coronel Francisco Eduardo Batista; e nos historiadores Acúrcio das Neves e Victoriano César. Em particular, consultaram-se o Arquivo Histórico Militar e a Direcção de Infra-estruturas do Exército.

Não obstante, quisemos ir encontrando os mesmos problemas na construção, só depois percebendo as soluções que nos eram apontadas pelos verdadeiros engenheiros militares. Também era nosso objectivo recriar o processo criativo, a produção e a construção da estrutura defensiva. Foram essenciais os seguintes tratados de Pasley e Macauley

Por Marco Noivo

segunda-feira, 17 de maio de 2010

DESCOBERTO MAIS UM FORTE NAS LINHAS DE TORRES VEDRAS

Dos 152 fortes que constituíram as Linhas de Torres Vedras, apenas 113 sobreviveram aos 200 anos de erosão e convivência com o desenvolvimento. Desses, apenas 20 estão em muito bom estado de preservação, mas nenhum consegue mostrar a monumentalidade, operacionalidade e a visibilidade das fortificações originais, nenhum excepto um… o Forte 153.

Construído de raiz, um observatório histórico que vai possibilitar hoje, verificar como seriam essas fortificações há 200 anos.

A intenção deste bloge ultrapassa a apresentação do forte, uma vez que temos todo o manual concluido, para a sua construção, vamos querer ouvir a sua opinião, acerca das decisões que tomámos.